O Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Cascavel (Codesc) realizou na tarde de quinta-feira (26), na Associação Comercial e Empresarial de Cascavel (ACIC) com representante de mais de 20 entidades, entre elas a Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná (Caciopar). Líderes alinharam posicionamentos sobre o novo modelo de concessão de pedágio. O Programa Oeste em Desenvolvimento (POD) integrou a reunião e levou dados e os últimos avanços do processo.
O presidente do Codesc, Alci Rotta Júnior, falou dos avanços da Região Oeste, que mobilizou o Governador Ratinho Júnior na intercessão e convencimento do Governo Federal para que o Paraná fosse o único Estado com um modelo que contempla o menor preço e que exclui a outorga onerosa. “Esse é um momento para reconhecer que um longo e sólido caminho foi construído, mas também que temos pela frente uma grande missão e ela se traduz na conquista do que é justo e seguro para a Região Oeste”, destacou.
Um dos esclarecimentos, de acordo dom Rotta, foi com relação a delegação das rodovias estaduais, que foi aprovada recentemente pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que nada possui em comum com a privatização dos trechos no Oeste. “O fato é que não há nenhuma rodovia estadual que será pedagiada na Região Oeste do Estado. Essas duas situações precisam ser tratadas de forma independente e com muita clareza”, esclareceu Alci Rotta Júnior.
Rotta lembrou a preocupação com a curva de aporte, que determina o desconto ofertado pelas empresas no momento da concessão. No novo modelo, o desconto não é limitado em 17 %, porém o aporte cresce muito a cada ponto de desconto oferecido. Outra pedido é por dados mais detalhados sobre o degrau tarifário que será cobrado posteriormente dos usuários. Esses pontos foram considerados prioritários pelos presentes. “Rever esses temas é a forma que temos no momento para evitar que a Região pague mais uma vez preços abusivos e que afetam diretamente seu desenvolvimento e competitividade”, considerou.
A instalação de novas praças de pedágio na Região Oeste é um outro ponto que preocupa os representantes das entidades participantes. Um dos argumentos mais sólidos para a defesa da não instalação das praças é que a duplicação já é uma realidade nestes trechos, realidade que reforça o pedido de que a comunidade do Oeste seja ouvida.
A abertura das cancelas depois de vencido o prazo da concessão atual é uma outra preocupação manifestada durante o encontro. O temor é que com a falta de manutenção, as estradas sofram com o desgaste e que isso possa gerar custos adicionais para o novo contrato. Se por um lado o usuário deixará de pagar pelo uso neste momento, por outro o valor deste período pode ameaçar uma melhor negociação futura. Garantir a manutenção se apresenta como a solução mais segura no momento.
Avanços – Para o presidente do Programa Oeste em Desenvolvimento, Rainer Zielasko, é imprescindível ouvir os setores que compõem a defesa do melhor modelo de pedágio. “Estamos na expectativa da publicação oficial do edital para que possamos de maneira concreta constatar os avanços que surgiram através da intervenção que realizamos através da mobilização da sociedade organizada. Depois disso vamos avançar na direção de um modelo que contemple valores justos, garantias de obras e estradas seguras. O momento é de reconhecer os avanços, mas também de lutar pelo que acreditamos ser o ideal para o desenvolvimento da Região Oeste” destaca Zielasko.
Competividade e Respeito – Rainer Zielasko relembrou que a mobilização protagonizada pelo Programa Oeste em Desenvolvimento, apoiada por entidades, lideranças e pela própria comunidade, retrata um momento decisivo e histórico para o Oeste. “Sem essa mobilização o Paraná estaria novamente condenado através de um modelo parecido com o vigente. Reconhecemos os avanços, porém defendemos tecnicamente que o modelo aplicado respeite a Região Oeste e crie um ambiente em que a competividade seja possível e que possamos avançar como o território que somos”, finaliza.