“O Oeste do Estado do Paraná será o coração de um modelo dinâmico, econômico e sustentável de logística”. A afirmação é do secretário de Infraestrura e Logística do Estado, Sandro Alex. A declaração foi durante o Show Rural Coopavel na ocasião do lançamento da obra que terá um trecho leiloado já no próximo semestre. A obra é uma necessidade antiga, mas que pode finalmente sair do papel.
De acordo com o secretário, a Nova Ferroeste foi planejada para tornar possível e ampliar o traçado da atual Ferroeste S/A, que tem 248 quilômetros, entre Cascavel e Guarapuava. A ligação deve contar com 1.304 quilômetros de trilhos: além do traçado entre Maracaju e Paranaguá, haverá também um ramal de Cascavel a Foz do Iguaçu, formando o Corredor Oeste de Exportação. “Três fases compõem o projeto. A primeira é a do estudo de viabilidade técnica, que já está concluído. Depois os estudos ambientais, que já foram concluídos, mas dependem de licenciamentos de órgãos específicos e, por fim, a modelagem econômica e financeira, que está em fase de estudo final antes de ser levado à Bolsa de Valores para o leilão. O vencedor do leilão vai executar a obra e explorar o trecho por 70 anos”, destaca.
O vice-presidente do Programa Oeste em Desenvolvimento, Alci Rotta Júnior, acompanhou o lançamento e falou da expectativa que todo o setor produtivo mantém. “O POD tem participado ativamente das discussões sobre a logística e seus impactos no setor produtivo. Isso afeta a competividade e muitos outros aspectos. Essa obra também vai nos permitir chegar muito mais rápido ao Porto de Paranaguá diminuindo consideravelmente o tempo e o risco desse processo”, declara Rotta.
Rotta destaca que outro grande diferencial é o fato de que no novo projeto será possível que os trens voltem carregados. “Hoje não temos essa possibilidade, pois o projeto é antigo e pela posição íngreme não permite esse fluxo que vai gerar muito mais eficiência ao transporte da produção”, esclarece.
“A ligação inicial que compreende Maracaju, Foz do Iguaçu e o Oeste de Santa Catarina abre possibilidades para outros ramais que terão a missão de interligar importantes regiões produtoras do país com um frete que pode ser 35% mais barato que o rodoviário”, conta Alci Rotta.