
A apresentação das ações dos Napis (Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação) foi um dos principais temas pauta da primeira reunião do Conselho de Administração do POD (Programa Oeste em Desenvolvimento), quinta-feira, 19, na Amop, em Cascavel. O tema foi conduzido pelos professores Mônica Fiorese, coordenadora Geral do Napi AgriTech Symbiosis e Douglas Roesler, coordenador do Napi Governança e Bioinovação, ambos da Unioeste, que detalharam as ações de inserção em um moderno modelo de articulação entre universidades, centros de pesquisa, governo e setor produtivo.
A iniciativa dos Napis integra uma estratégia estadual apoiada pela Fundação Araucária e Seti, voltada à estruturação de redes de pesquisa capazes de gerar soluções práticas para demandas econômicas e sociais. Com coordenação geral da Unioeste, os Napis reúnem instituições como UTFPR, UFPR e UEL, além de institutos de pesquisa estaduais e nacionais, e parcerias internacionais com universidades e centros de pesquisa em Portugal, Japão e Arábia Saudita.
A iniciativa também integra especialistas de diferentes áreas do conhecimento, fortalecendo a atuação multidisciplinar. O Napi AgriTech Symbiosis tem como foco a bioeconomia circular, com ênfase na valorização de resíduos e subprodutos da agroindústria para o desenvolvimento de novos produtos, processos e tecnologias sustentáveis.
A estrutura do AgriTech Symbiosis é organizada no modelo Rede-Lab-Hub, conectando a produção científica à aplicação prática. Entre os principais avanços, destaca-se a implantação de uma planta-piloto voltada ao escalonamento de processos, permitindo levar soluções do nível experimental de bancada para uma escala mais próxima da produção industrial. Essa planta piloto tem potencial para transformar resíduos agroalimentares em insumos de alto valor agregado, contribuindo para o fortalecimento da competitividade da cadeia produtiva regional.
Os impactos projetados, comentou a professora Mônica, incluem o fortalecimento da agroindústria, a integração entre agricultura, indústria e saúde, além da ampliação da presença do Oeste do Paraná em mercados internacionais. O Napi AgriTech Symbiosis também contribui para atender exigências ambientais cada vez mais rigorosas, posicionando a região em sintonia com tendências globais de sustentabilidade.
Governança e Inovação
O professor Douglas falou do Napi Governança e Inovação, que tem por finalidade promover pesquisa e inovação em gestão integrada de dados, bioinovação, tecnologias para conectividade, energias, sanidade agropecuária e governança, visando ao desenvolvimento sustentável no território do Oeste do Paraná. Os objetivos específicos são: propor um sistema federado de compartilhamento de dados; desenvolver redes de sensores inteligentes aplicadas às áreas rurais; fortalecer competências técnico-científicas e tecnológicas em energias; desenvolver um sistema automatizado de monitoramento da população da cigarrinha-do-milho, e aprimorar as estruturas/modelos de governança com inovação no território.
Evolução
Durante a reunião, o ex-presidente do POD, Rainer Zielasko, destacou a evolução da iniciativa, lembrando que suas primeiras articulações ocorreram ainda em sua gestão, com o envolvimento de instituições estratégicas. “Estou muito feliz em ver o avanço e a importância que essa iniciativa alcança”, afirmou Rainer.
A apresentação reforçou ainda a conexão direta dos Napis com a Ambição Regional do Oeste, lançada em fevereiro durante o Show Rural Coopavel. A estratégia estabelece como meta transformar o Oeste do Paraná em líder global em conhecimento e tecnologias agregadas à cadeia de proteínas até 2040.
Legenda: Professores durante apresentação: mais do que um projeto acadêmico, os novos Napis representam um movimento coordenado de desenvolvimento, conectando ciência, setor produtivo e governança.
Crédito: Assessoria